quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Discurso do "Abestado" Tiririca

Posted by Julio Neto On quarta-feira, dezembro 06, 2017

"Não dá pra fazer muita coisa, porque a mecânica daqui é louca". Tiririca, na Câmara dos Deputados.


Tiririca faz a sua despedida da vida política brasileira, faz último discurso e dá aula de cidadania, não aos deputados, mas ao povo, que continua a votar nos abutres que ocupam cargos eletivos no Brasil e transformam a democracia brasileira numa monarquia parlamentar, vitalícia e hereditária.

Não pretendo me estender, mas não poderia deixar passar esse feito histórico passar despercebido. O discurso de um palhaço profissional, feito para uma Câmara vazia, como sempre, mas que provoca uma profunda reflexão em quem o ouviu. 

"Estou envergonhado"...  "O parlamentar trabalha muito e produz pouco", disse ele.
Vou deixar o vídeo e espero que você, leitor, ouvinte, reflita sobre o país que temos e o país que queremos. 






sábado, 2 de dezembro de 2017

Professores no Brasil: respeito é tapa e valorização é pontapé!

Posted by Julio Neto On sábado, dezembro 02, 2017

Num país onde as instituições, o governo e a sociedade não valorizam o professor, o futuro é incerto e o caos vive à porta!


Essa semana li uma matéria no site Globo.Com que dizia o seguinte:
"Um aluno deu um soco e um chute em um professor na Escola Estadual Antônio de Alcântara Machado, na Zona Sul de São Paulo, nesta quarta-feira (29). O aluno tem 20 anos e cursa o 3º ano do Ensino Médio no Ensino de Jovens e Adultos (EJA)."


Eu segui lendo e pensando sobre o assunto, já que também sou professor e estou sujeito às mesmas condições.
O que leva um aluno a ameaçar um professor, até mesmo agredir um profissional que está ali tentando conduzi-lo a uma vida melhor? Porque nesse país é tão fácil agredir dentro da escola e não ser punido? Será a segurança dos muros da escola ou pela deturpação das Leis de Proteção à Criança e ao Adolescente?

Vejo diariamente os conflitos construídos na rua repercutindo dentro da escola; jovens que sofrem nas ruas ou em casa tentando elevar sua autoestima batendo de frente com a instituição mais frágil da sociedade brasileira: a escola.

Não é difícil entender tal situação, não é necessário fazer uma análise à luz da ciência para perceber o que leva o jovem a tal comportamento. Num país onde a educação é tratada com total descaso, onde o professor é visto como alguém que, não tendo "habilidade" para atuar em outras áreas, "obriga-se" ao exercício do magistério, por pura falta de opção, segundo percepção e fala de alguns dos representantes governamentais.

Assim, usada no Brasil como cabide de emprego por muitos anos, como fonte de recursos para desvio de verbas, a educação, tão valorizada em outros países (especialmente nos mais desenvolvidos), e a docência, aqui são vistas como ônus, como suposta razão para a crise financeira de muitos municípios. Isso não é hipótese, é fato. As propagandas do governo federal na defesa dos interesses empresariais escondidos nas Reformas, especialmente a da Previdência, deixam claro que se quer "acabar com os privilégios", que as mudanças oriundas da Reforma afetarão apenas aos "privilegiados", que hoje se aposentam 5 anos antes dos demais trabalhadores. Esse é o tratamento dispensado aos professores, essa é a visão que se tem da escola e da educação pública no Brasil, afinal, qual filho de deputado, senador, prefeito ou do próprio Temer estuda em escola pública?

Em suma, num país que gasta mais com um deputado que com toda a rede de ensino da maioria dos municípios, não pode pensar em desenvolvimento.

Ah! Em relação ao episódio ocorrido numa escola em São Paulo, não fique surpreso caro leitor, isso é mais comum do que você imagina, só não aparece na mídia, afinal, não dá audiência!

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HistoriaNews

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Manifesto ao Profissional de Educação do Estado da Bahia

Posted by Julio Neto On quinta-feira, novembro 30, 2017

Caro servidor, caro professor, caro coordenador, caro vice-diretor! 


Parece impossível, mas em plena era da informação, o governador da Bahia, Rui Costa, grande sindicalista, defensor dos trabalhadores, tem usado os meios de comunicação, as redes sociais e até mesmo o sindicado que representa os docentes para difundir mentiras, aumentos fictícios de salário e pseudoprogressões na carreira do professor estadual, uma piada de extremo mau gosto. Piada que parcela um mísero reajuste de 7% em parcelas que chegarão em 3 anos aos bolsos do servidor. Reajuste que não representa nem a décima parte do que deveria ter sido acrescentado aos vencimentos dos docentes desde 2012. Nesse contexto, lhe convido a entender um pouco melhor como funcionará o primeiro "aumento" dado pelo atual governador, haja vista que o percentual (6,93%) que ele deu em seu primeiro ano, parcelado, havia sido determinado pelo seu antecessor, Jacques Wagner. Faça isso com isenção, sem as máculas do partidarismo cego e insano.

Governador Rui Costa
A "estória" da vez diz respeito ao Projeto de Lei 22.551/2017, que "Altera a estrutura remuneratória das Carreiras de Professor e Coordenador Pedagógico do Magistério Público do Ensino Fundamental e Médio." O tal PL, aprovado no final desse mês (novembro), altera o Estatuto do Magistério Público da Bahia visando, de forma sorrateira, a adequação do Estado à Lei 11.738/08 (que regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação). Mas onde está o problema? 

O profissional do Magistério Público da Bahia está divido em categorias quanto ao Nível e Grau, sendo que a posição inicial da carreira era o Grau I, no valor de R$1.980,00 (não exato). Então, na primeira vez que buscou a adequação, o Governo Wagner (governador anterior) simplesmente extinguiu esse nível, sem aumentar o salário base de nenhum dos outros níveis. Entenda... ele exclui o nível mais baixo, parte do nível imediatamente superior (sem reajustar) e os profissionais que estavam nesse nível foram, simplesmente, levados ao tal "Quadro Especial", ou seja, são parecidos com professores, mas não recebem como tal, já que estão abaixo do nível inicial. O atual governador (Rui Costa), sindicalista, membro do Partido dos Trabalhadores (nada contra o PT ou a qualquer outro partido, estou fazendo alusão ao termo trabalhador), viu o Piso Nacional dos Professores crescer e ultrapassar o Salário Base dos professores estaduais. Então, ele pega o Plano de Carreira, o analisa e percebe que dois graus (além do grau I, já extinto) estão com salários abaixo do Piso Nacional: os Graus IA e II. O Piso Nacional para o início de 2017 ficou em R$2.298,80 para carga horária de 40 horas (dois turnos), enquanto o Grau IA estava em R$2.145,36 e o Grau II em R$2.280,92. 

Nesse caso, com o juízo normal, imaginamos que o governo vai elevar o salário base do professor que está no Grau IA para o valor equivalente ao Piso Nacional dos professores (R$2.298,80), elevando, na mesma proporção, todos os outros níveis. No entanto, numa canetada e com o apoio da Assembléia Legislativa da Bahia (ALBA) e da APLB Sindicato Rede Estadual, o governo simplesmente extinguiu os Graus IA e II, sem mudar os vencimentos de nenhuma categoria. Desse modo, através dessa manobra suja e vil, o nível mais baixo do Magistério Público Estadual agora é o Padrão P, Grau IIA. Mas o que está ruim sempre pode piorar... Fazendo isso, o que acontece com as pessoas que estão nos Graus II, que já passaram por duas progressões anteriores? Seguindo a lógica, a justiça, deveriam ser conduzidos, automaticamente, dois graus acima (ou um para quem está no Grau IA). No entanto, não foi isso que aconteceu. Mantendo a escrita característica desse governo do sindicalista e dos trabalhadores, o governador, apoiado pela ALBA e pela APLB, simplesmente excluiu os Graus IA e II e levou os professores dentro desses graus para o "Quadro Especial" do Magistério Estadual. 

Quadro Especial? O que é isso, afinal? Será que foram pessoas que ingressaram no serviço púbico por indicação, favor? Não. Eles estão no quadro Estadual de Servidores mediante realização e aprovação em Concurso Público. 
Mas por que são do "Quadro Especial"? Só o governador sindicalista pra explicar. 

Agora pense um pouco... Daqui há dois anos, quando o Piso Nacional ultrapassar novamente o Salário Base Estadual, serão extintos mais dois níveis? Deixaremos de ter os graus IIA e III? Provavelmente. 

Assim caro servidor, não se deixe enganar, reaja, reclame. Pois enquanto estamos calados, temos que ouvir o governo gastar milhões para fazer propaganda de um reajuste pífio e digno de vergonha para o Professor e para a Bahia, um dos mais ricos estados da Federação.

Brasil, o país que finge investir em educação, que finge investir no professor. 

#HNValorizeOMestre
#Professor

Apostilas para o Concurso de Professor e Coordenador - Estado da Bahia

Posted by Julio Neto On quinta-feira, novembro 30, 2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

João Dória, Prefeito de SP, Chama Manifestantes de Vagabundos e Preguiçosos

Posted by Julio Neto On sexta-feira, abril 28, 2017

Numa fala, no mínimo infeliz, o prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, chamou os manifestantes de vagabundos e preguiçosos! 


Concordar com as manifestações não é obrigação de nenhum político, principalmente desses que formam a base do governo. No entanto, esse tipo de opinião é totalmente dispensável, ainda mais se tratando de uma pessoa pública e que, de certa forma, pretende alcançar o país e quem sabe concorrer à presidência da república - isso fica claro na propaganda que ele faz de suas realizações como gestor municipal. 

O direito à liberdade de expressão e à livre organização social ainda está preservado, caro prefeito, saiba que esse é um direito que, por enquanto, o governo Temer não retirou dessa plateia que chamamos "povo" brasileiro. Não há a intenção aqui, de defender greve geral, mas de defender o direito de expressão, direito de manifestação. 

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Texto de: Julio Alves




domingo, 9 de abril de 2017

Segundo o Extra, Ministério do Trabalho proíbe desconto do imposto sindical de servidores públicos

Posted by Julio Neto On domingo, abril 09, 2017

Confira a íntegra da reportagem abaixo, extraída da página online do Extra.
Texto de: Bruno Dutra
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) proibiu, através da Portaria nº 421, de 5 de abril de 2017, o recolhimento do imposto sindical, previsto no art. 578 da CLT, de todos os servidores e empregados públicos municipais estaduais e federais. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira. A medida suspendeu os efeitos da Instrução Normativa nº 01, de 17 de fevereiro de 2017, que determinava o recolhimento do imposto, que era feito de forma anual e de uma só vez dos servidores.
Com a decisão, fica proibido o desconto pelas administrações públicas da taxa dos servidores e empregados públicos de qualquer esfera. O desconto do imposto é feito no mês de março e repassado aos sindicatos no mês de abril.
Conforme informou o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), que é contrário à cobrança do imposto, várias municípios do estado já fizeram o desconto indevido do imposto sindical em março, dos srevidores da Educação. Por este motivo, o departamento jurídico da entidade informa que irá à Justiça para pedir a devolução dos valores para estes profissionais.

O imposto sindical sempre existiu para trabalhadores da iniciativa privada, regidos pela Consolidação das Leis Trabalho (CLT). Porém, quando a Constituição de 1988 permitiu a sindicalização dos servidores públicos, além de conceder o direito de greve, abriu-se uma brecha para a cobrança do imposto sindical para o funcionalismo público. A partir de então, diversos sindicatos pleitearam no Supremo Tribunal Federal (STF) que, em entendimento genérico, concedeu aos sindicatos o direito ao imposto, conforme explica o advogado do Sepe José Eduardo Figueiredo Braunschweiger.

— Após este entendimento do STF nasceu a Instrução Normativa que determinou o recolhimento, mas entendo que o imposto cria uma máfia sindical, que não trabalha emd efesa dos servidores — diz.

Segundo Braunschweiger, servidores de todas as esferas, que já foram descontados, podem pedir na Justiça a devolução dos valores.

Texto produzido por Bruno Dutra, extraído integralmente e acessível através do link no início da matéria. 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Dia Mundial da Água e a Questão Ambiental

Posted by Julio Neto On quarta-feira, março 22, 2017

Autor: Julio Alves
Nos últimos cinco séculos, motivada pelo fomento do sistema capitalista, a humanidade conheceu um crescimento em termos de população e de desenvolvimento das técnicas nunca antes observado na história, promovendo com isso, uma mudança de percepção do homem em relação ao meio natural. Assim, conforme a sociedade capitalista se consolidava, o homem “deixa de ser parte do meio” para subjugá-lo, transformando a natureza em fonte de matéria-prima, principalmente com o advento da Revolução Industrial.  
Porém, esta relação começa a se mostrar nefasta também à humanidade e faz surgir certos questionamentos, principalmente a partir da década de 1960: até quando os recursos naturais iriam suportar? Desenvolvimento e degradação não podem existir separadamente? Em meio às perguntas começam a surgir definições, conceitos e ações que passam a contribuir para a formação de uma consciência ambiental, uma consciência de educação ambiental.  
Nessa perspectiva, cabe assistir o vídeo (narração) e o Texto que Retrata a Carta Escrita no ano 2070 (Texto publicado na revista "Crónicas de los Tiempos“, de Abril de 2002).

Carta escrita no ano de 2070 

Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos quando tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por cerca de uma hora. Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje as crianças não acreditam que a água era utilizada dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam Cuide da água, só que ninguém ligava; pensávamos que a água jamais podia acabar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mananciais aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta demasiadamente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar as fossas sépticas como no século passado porque as redes de esgotos estão entupidas por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a camada de ozônio que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam com água potável em vez de salário. Os roubos por um balde de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética e pela ressiquidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água, o oxigénio também está degradado por falta de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto. As pessoas que não podem pagar são retiradas das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, mas a expectativa de vida média agora é de 35 anos.
Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército, a água tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da industria contaminante do século XX.
Advertia-se que havia que cuidar do meio ambiente e ninguém levou a sério.
Quando a minha filha me pede que conte de quando era jovem descrevo o quão belo eram os bosques, falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o quão saudáveis eram as pessoas.
Ela pergunta-me:
- "Papai! Porque acabou a água?" Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não levamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!



terça-feira, 21 de março de 2017

A Farsa do Piso Nacional na Bahia!!!

Posted by Julio Neto On terça-feira, março 21, 2017

"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa!" Karl Marx

 
Essa frase de Marx é emblemática! A história realmente se repete, especialmente no Estado da Bahia, onde o professor vem sendo ludibriado pelo governo do estado, que engana e maltrata toda uma categoria e depois recorre à grande mídia para mentir, afirmando que está investindo mais que qualquer outro governo na educação do estado. O que mais me intriga é que esse governo, representado por sindicalistas, pessoas que chegaram ao poder subindo os degraus da luta de classe, aplica um mecanismo de manipulação muito antigo e ainda assim consegue êxito: é a história do Bode Russo! 

Conhece essa história? Vou abrir um parêntese aqui.

Na URSS, primeiros anos, conta-se que ao coletivizar as propriedades, especialmente grandes casarões, o governo “comunista” produziu conflitos entre os antigos e os novos moradores. Então, diante das queixas, o governo colocava um bode dentro das casas e obrigava os queixosos a cuidar do animal. Resultado, o bode causava tanta confusão que as partes esqueciam as brigas que motivaram a intervenção do agente público, pedia a saída do bode e a paz imperava quando o hóspede indesejado era retirado.

Todos os anos essa história se repete. O governo do Estado, hoje representado pelo Srº Rui Costa, inicia o ano avisando que será obrigado a parcelar salários, que há a possibilidade de atrasos salariais e que dificilmente conseguirá pagar o décimo terceiro salário. Isso gera uma grande apreensão (é o bode russo), mas, como que por um milagre, o governo consegue pagar tudo em dia, no entanto, tendo feito esse milagre, a sua cota se esgota e os reajustes do piso e da inflação são esquecidos. Inicialmente do Piso Nacional dos Professores, nos últimos dois anos as reposições salariais necessárias por causa das perdas causadas pela inflação.

Não precisa ser gênio para entender. Vamos analisar a situação passo a passo.

Piso Nacional dos Professores

O último reajuste do Piso “dado” pelo estado ocorreu em 2012, após 115 dias de greve, período em que o sindicalista e defensor do trabalhador, o governador Jaques Wagner, assistiu a tudo sem, sequer, sentar com a classe para discutir uma alternativa ou apresentar a situação das finanças estaduais. Mas alguém se lembra como ocorreu esse reajuste? Ele foi parcelado em 3 anos, mediante realização de um curso cuja participação tinha uma série de restrições, por exemplo: professores em estágio probatório, professores com nível médio, professores com graduação em áreas fora da área de atuação, entre outras coisas. Ou seja, um direito do servidor foi alienado. Mas o pior estava por vir... depois desse “reajuste”, que chegou a 1,75% ao ano (acredite, é isso mesmo), ninguém falou mais em reajuste, em adequação ao Piso Nacional e, hoje, existem professores graduados no estado, com licenciatura plena, que tem seu salário-base abaixo do Piso Nacional. Confira aqui o Piso e abaixo a tabela de salários da educação da Bahia atualmente.
Piso Nacional 2017 é de R$2.298,80 para 40 horas (2 turno de trabalho), enquanto  o vencimento básico de um professor do estado, padrão P (com licenciatura),  com a mesma carga-horária é de R$1.980,12. Isso quer dizer que o governo do estado paga abaixo do Piso Nacional um valor equivalente a R$318,68. Esse é o mesmo governo que vai às mídias, que usa TV, rádio e internet para afirmar que está investindo em educação. O que você, professor, acha disso?

Outro ponto crítico nos últimos dois anos diz respeito à Reposição das Perdas provocadas pela Inflação.

A estratégia do governo foi a mesma, é o bode russo à solta. Entre 2013 e 2015 não houve reajuste do Piso Nacional, como o governo viu que a categoria não reagiu a isso, sua representação se acomodou, veio o segundo golpe, a segunda pancada (não se espante se nos próximos anos o governo venha a diminuir seus vencimentos). Entre 2014 e 2015 a reposição foi parcelada ao longo do ano, com a última parcela sendo paga em novembro. Mas a situação iria piorar, pois em 2016 o reajuste do Salário Mínimo foi de 11,57%, enquanto os funcionários da Bahia, não apenas professores, ficaram no 0,0%. Em 2017, a reposição foi de 6,47%, mas o governador já declarou que não haverá reajuste. Não se pode esquecer que isso é reposição, que o poder de compra do salário é corroído pela inflação. Isso significa que nos últimos anos, o poder de compra do salário dos servidores estaduais diminuiu mais de 20%.

E onde estão as representações sindicais? Onde está a representação dos professores da rede estadual? Está lutando contra o governo duvidoso do PMDB, um governo que pode ser legal, mas é imoral, já que é rejeitado pela ampla maioria da população brasileira. Mas o que é interessante é que vemos o “Fora Temer” estampado na representação da APLB, mas não ouvimos um “Fora Rui”, ou pelo menos um “Cumpra a Lei Rui”, “Pague o Piso Rui”.

Enfim, Piso é o mínimo para qualquer categoria, mas no Brasil, especialmente na Bahia, Piso virou Teto e um teto inalcançável.

Visite o no site da APLB.
#PagueOPiso