quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Estado de São Paulo

Posted by Julio Neto On quinta-feira, janeiro 26, 2012 No comments

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Histórico


"Estado mais cosmopolita da América do Sul, São Paulo abriga cerca de três milhões de imigrantes, de 70 diferentes nacionalidades". 


A República
Bandeira do Estado
O fim do Império já estava selado quando foi declarada a Abolição da Escravidão em 1888. A perda de apoio das elites conservadoras, agravada pelas fricções do imperador com a Igreja, na chamada "Questão religiosa", e a crise no Exército após a guerra do Paraguai, origem da "Questão militar", determinariam a queda de Dom Pedro II. Assim, ele seria deposto por um movimento militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 1889. Teve início então o primeiro período republicano no Brasil. Até 1930, a República é controlada pelas oligarquias agrárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A importância econômica do café produzido em São Paulo e do gado de Minas Gerais sustenta a "política do café-com-leite", em que paulistas e mineiros se alternam na presidência da República. Na verdade, São Paulo apenas mantinha o poder que conquistara com a consolidação das novas bases econômicas do país nas últimas décadas do Império. A ferrovia puxava a expansão da cafeicultura, atraía imigrantes e permitia a colonização de novas áreas, enquanto nas cidades a industrialização avançava, criava novos contornos urbanos e abria espaço para novas classes sociais, o operariado e a classe média. Mais próspero do que nunca, e agora um Estado de verdade dentro da Federação, São Paulo via surgir a cada dia uma novidade diferente: a eletricidade substituía o lampião a gás; chegavam os primeiros carros (o primeiro de todos pertenceu ao pai de Santos Dumont, em 1891); cresciam as linhas de bondes elétricos; construíam-se na capital grandes obras urbanas, entre elas, o Viaduto do Chá e a Avenida Paulista.
A singularidade desse período está na forma intensa com que tudo se multiplica, desde a imigração, que no campo sustenta a cafeicultura, até o desenvolvimento das cidades, que levam São Paulo a perder suas feições de província e tornar-se a economia mais dinâmica do país.
A singularidade desse período está na forma intensa com que tudo se multiplica, desde a imigração, que no campo sustenta a cafeicultura, até o desenvolvimento das cidades, que levam São Paulo a perder suas feições de província e tornar-se a economia mais dinâmica do país. Todo o Estado paulista se transforma. Santos, Jundiaí, Itu, Campinas e diversas outras vilas passam a conviver com o apito das fábricas e com uma nova classe operária. As greves e as "badernas de rua" tornam-se assunto cotidiano dos boletins policiais, ao mesmo tempo que começa a saltar aos olhos a precariedade da infra-estrutura urbana, exigida pela industrialização. Um dos graves problemas passou a ser a geração de energia, centro de atenção das autoridades estaduais. Já em 1900, fora inaugurada a Light, empresa canadense e principal responsável pelo setor em São Paulo até 1970. O Estado passou a ter uma significativa capacidade de geração de energia, o que foi decisivo para o grande desenvolvimento industrial verificado entre 1930 e 1940. Nessa nova conjuntura, mais de uma dezena de pequenas hidrelétricas começaram a ser construídas, principalmente com capital estrangeiro.
Nesse período da Primeira República, a aristocracia cafeeira paulista vive o seu apogeu. Mas a Revolução de 1930 coloca fim à liderança da oligarquia cafeeira, trazendo para o primeiro plano os Estados menores da Federação, sob a liderança do Rio Grande do Sul de Getúlio Vargas. As oligarquias paulistas ainda promovem, contra o movimento de 1930, a Revolução Constitucionalista em 1932, mas são derrotadas, apesar da pujança econômica demonstrada pelo Estado de São Paulo.
Em 1930, os trilhos de suas ferrovias chegavam às proximidades do rio Paraná e a colonização ocupava mais de um terço do Estado. As cidades se multiplicavam. Socialmente, o Estado, com seus mais de um milhão de imigrantes, tornou-se uma torre de Babel, profundamente marcado pelas diferentes culturas trazidas de mais de 60 países. Mas na última década da República Velha, o modelo econômico e político que sustentava o predomínio de São Paulo mostrava seu esgotamento. Após a Revolução de 1930, o país viveu um período de instabilidade que favoreceu a instalação da ditadura de Getúlio Vargas, período de oito anos que terminou juntamente com a Segunda Guerra Mundial, que abriu um período de redemocratização e a instalação da chamada Segunda República.
Entretanto, no plano econômico, o café superou a crise por que passou no início da década de 1930 e foi estimulado por bons preços durante a guerra, favorecendo a recuperação de São Paulo. Mas, agora, era a vez da indústria despontar, impulsionada, entre outros motivos, pelos capitais deslocados da lavoura. Logo, outro grande salto seria dado, com a chegada da indústria automobilística em São Paulo, carro-chefe da economia nacional desde a década de 1950. A partir daí, o Estado paulista se transformou no maior parque industrial do país, posição que continuou a manter, apesar das transformações econômicas e políticas vividas pelo Brasil.

DADOS GERAIS:

Capital: São Paulo 
Região: 
Sudeste
Sigla: SP
Gentílico: 
paulista
População: 
41.252.160 (Censo 2010)
Área (em km²):
 248.209,426
Densidade Demográfica (habitantes por km²):
 166,19
Quantidade de municípios: 
645

DADOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
Produto Interno Bruto (PIB)*: R$ 1,1 trilhão  (2009)
Renda Per Capita*: 
R$ 26.202 (2009)
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 
0,833 (2005)
Principais Atividades Econômicas: 
agricultura, pecuária, indústria, serviços, comércio e turismo.
Mortalidade Infantil (antes de completar 1 ano): 
14,5 por mil (em 2009)
Analfabetismo: 
4,3% (2010)
Expectativa de vida (anos): 
74,5 (2000)

PONTOS TURÍSTICOS E CULTURAIS
- Praias nos municípios de Bertioga, Santos, Guarujá, Ubatuba, Caraguatatuba, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe entre outros.
- Museu de Arte de São Paulo (MASP)
- Museu de Arte Sacra
- Estação da Luz
- Jardim da Luz
- Pinacoteca do Estado
- Casa do Bandeirante
- Casa do Sertanista
- Museu Paulista da USP (Museu do Ipiranga)
- Parque do Ibirapuera
- Basílica de Nossa Senhora de Aparecida
- Museu Republicano de Itu
- Teatro Municipal de São Paulo
- Museu da Imigração
- Hopi Hari (Parque de diversões)

GEOGRAFIA
Etnias: brancos (67,9%), negros (5,8%), pardos (24,7%), indígenas e amarelos (1,6%)
Rios importantes: 
rio Tietê, Paraná, Paranapanema, Grande, Turvo, Piracicaba, do Peixe, Paraíba do Sul, Pardo, Mogi-Guaçu.
Principais cidades: São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Campinas, Osasco, Santo André, São José dos Campos, Sorocaba, Santos e Ribeirão Preto, Piracicaba.
Clima: subtropical (Planalto Paulista) e tropical (norte e Vale do Ribeira)
Fonte: IBGE In: SuaPesquisa.Com


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