sábado, 4 de fevereiro de 2012

Indústria Brasileira no Início do Século XX

Posted by Julio Neto On sábado, fevereiro 04, 2012 No comments

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Autor: Julio Neto Alves Araujo
Esse texto trata-se de um excerto de TCC produzido em 2010. 

Interior de Tecelagem - SP - Sec. XX
    Diferente das sociedades pós-industriais, o Brasil iniciou efetivamente a sua transição demográfica há menos de um século, por isso, ainda está nos “meandros” desse processo (mas com alguma evolução), havendo ainda algumas etapas a superar. Não obstante, o país vem conhecendo essas mudanças em ritmo muito acelerado devido ao desenvolvimento industrial imposto pelo capitalismo global, que não deixa opção aos países menos desenvolvidos.
      No final do século XIX, quando os Estados Unidos, o Japão, a Inglaterra e outros países europeus já se preparavam para ingressar numa terceira fase da Revolução Industrial, a indústria brasileira, que sucumbira no início deste mesmo século em função da forte concorrência externa, começava a gestar. No entanto, a sua primeira grande propulsão se deu após a Primeira Guerra Mundial, não apenas a importação dos países envolvidos no conflito declina, mas a queda do cambio reduz consideravelmente a concorrência estrangeira. (PRADO JUNIOR, 1994, p. 261). Contudo, apesar da grande relevância, os fatores descritos por Caio Prado Junior não foram suficientes para guinar a tímida indústria brasileira, que só daria passos mais firmes, em meados do século XX. 
      A partir dos anos 50, a expansão das multinacionais inseriu uma nova perspectiva para o conceito de desenvolvimento e sua relação com a industrialização, pois os países até então “marginalizadas pelo sistema” ofereciam grandes atrativos para essas empresas, que espargiram suas fábricas em quase todos os continentes e levaram essas nações a transitar de uma economia genuinamente primária para uma economia industrial e terciária. Contudo, esse desenvolvimento técnico não resultou em progresso imediato, em detrimento à idéia que se tinha sobre a relação entre industrialização e a melhoria global das condições de vida da população.


Se, pela metade do século, a economia brasileira havia alcançado um certo grau de articulação entre as distintas regiões, por outro a disparidade de níveis regionais de renda havia aumentado notoriamente. À medida que o desenvolvimento industrial se sucedia à prosperidade cafeeira, acentuava-se a tendência à concentração regional da renda. (FURTADO, 2005).

     Tal afirmação corrobora com o que se havia dito anteriormente: o desenvolvimento da economia industrial (em sua fase inicial) definitivamente não se transformou num “bem” comum, ao contrário, contribui para acentuar ainda mais a concentração de renda que se acha no país desde o período colonial. Não obstante, essa desigualdade se torna mais perversa à medida que não se limita mais às fronteiras municipais ou estaduais, mas se estende entre as regiões.
     Ao longo do século XX, a indústria brasileira se beneficiou de alguns acontecimentos, como a Segunda Guerra Mundial e, de ações de incentivo implementadas pelo governo, além da criação da Petrobrás e a abertura econômica, que facilitou ainda mais a entrada de empresas multinacionais no país, como outrora mencionado. Como exemplo dessas empresas podemos apontar algumas do ramo automobilístico, tais como: Ford, General Motors, Volkswagen e Willys. Desse modo, mesmo convivendo com momentos de crise econômica, a indústria nacional seguiu seu ciclo de desenvolvimento e, atualmente, possui uma boa base industrial, produzindo e exportando produtos de vários gêneros, que vai de avião a roupas. 


Este artigo pertence ao HistoriaNews.Org, com autoria de Julio Neto Alves Araujo, professor, Historiador, especialista em Métodos de Ensino para Educação Ambiental. A reprodução, parcial ou total, é proibida sem a autorização do autor. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal. Lei n° 9.610-98 sobre os Direitos Autorais. Ao usar trechos de textos na internet, cite o autor.

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