segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PISO SALARIAL DO PROFESSOR 2012

Posted by Julio Neto On segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Texto integral extraído do Portal do MEC.


Piso do magistério deve ser reajustado em 22,22% e passar para R$ 1.451


Segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 - 18:00

No mínimo o mísero Piso.
O piso salarial do magistério deve ser reajustado em 22,22%, conforme determina o artigo 5º da Lei 11.738, de 16 de junho de 2008, aprovada pelo Congresso Nacional. O novo valor será de R$ 1.451,00. O piso salarial foi criado em cumprimento ao que estabelece o artigo 60, inciso III, alínea “e” do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 

Conforme a legislação vigente, a correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2011, em relação ao valor de 2010. E eleva a remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.451,00. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Língua: Uma Produção Social

Posted by Julio Neto On quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Artigo de Opinião: Autoria de Uemerson Nascimento Santos

         É sabido que a língua é uma produção social. Uma língua nasce da produção e reprodução cotidiana, localizada no tempo e no espaço da vida dos seres humanos. Numa sociedade como a brasileira, por exemplo, que por uma grande diferença econômica e política, divide e individualiza pessoas, isola-as em grupos, distribui-se a miséria entre muitos e concentra-se privilégios e riquezas entre poucos. E a língua não poderia deixar de ser uma expressão dessa exclusão social. Miséria e língua se misturam e se confundem.
       Nesse contexto, a escola acaba esquecendo que a educação também é um problema social, e encara-o como mero problema pedagógico. Não há respeito pelas condições de vida de seus frequentadores, impõe-lhes modelos de ensino que são produzidos para a conservação da injusta situação esboçada anteriormente. Sem fazer a verdadeira crítica do saber, a escola muitas vezes, na maioria das vezes, considera todo e qualquer conteúdo válido, baseando-se em preconceitos e “verdades incontestáveis”, dogmáticas. 
     Assim, professores tragicamente ensinam análise sintática para sujeitos que não se reconhecem como sujeito. E nessa escola, crianças passarão alguns anos tentando acertar o tipo de sujeito da oração, mas nunca serão os sujeitos de suas próprias histórias. 


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A Festa é em Salvador, Mas a Bahia inteira para

Posted by Julio Neto On terça-feira, fevereiro 21, 2012

Artigo de Opinião.

Recentemente a cantora Gal Costa afirmou que o baiano é preguiçoso. Discordo. Sou baiano e não sou preguiçoso. No entanto, entendo seu comentário e indignação. 

Hoje a cidade de Salvador, capital do estado, está comemorando a festa da segregação, digo, a festa do carnaval. Respeito e admiro qualquer tipo de manifestação cultural, representa o modo como um povo vive, se relaciona com a natureza e com o outro. O grande problema se dá quando o aparato legal estaciona, as obrigações são deixadas de lado. Por exemplo, o Diário Oficial deixou de ser atualizado dia 17 deste mês, o Portal do Servidor do Estado saiu do ar há dias e, até este horário, nada foi feito (me avise se eu estiver enganado). Não somos preguiçosos, mas cuidado, não queremos também ser tachados de irresponsáveis. O povo pode e deve parar, mas o Estado, a sua estrutura, não. 
     

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

HISTÓRIA DA IMAGEM: A Criança Sudanesa, Kevin Carter

Posted by Julio Neto On sexta-feira, fevereiro 17, 2012

“Eu vejo a criança em sofrimento como o meu pai. E o resto do mundo é o abutre.”
Megan, Filha de Kevin Carter, comentando a fotografia tirada pelo Pai  
Criança Sudanesa por Kevin Carter
Essa fotografia foi tirada pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter (Johannesburg, 13 de setembro de 1960 – Johannesburg, 27 de julho de 1994). A premiada e polêmica imagem retrata uma das mais controversas situações dos últimos tempos no jornalismo mundial. De um lado, um jovem profissional, em mais um dia comum de trabalho; de outro, a moral que condena a atitude do fotógrafo em não ajudar a salvar uma vida humana. Segundo contou depois ao ser questionado, ele teria aguardado alguns minutos na expectativa que a ave abrisse as asas, tirado a foto e espantado o abutre.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Entrevista Exclusiva com o Professor Marcos Reigota

Posted by Julio Neto On quarta-feira, fevereiro 15, 2012

REALIZADA EM:  14 / 02 / 2012
Professor Marcos Reigota
As questões que envolvem a Educação Ambiental nunca foram tão discutidas – grandes empresas, planos de governo, projetos escolares; todos querem uma carona no bonde da sustentabilidade. No entanto, até que ponto esses debates tem se transformado em ações? 
Para responder a essa e a outras questões, o HistoriaNews (HN) tem a nobre missão de entrevistar e fazer ouvir a um dos mais respeitados pesquisadores brasileiros sobre o tema.      
AUTOBIOGRAFIA: Nasci em Promissão no interior de São Paulo e na adolescência morei em Tupã. Cheguei a São Paulo em 1976, com 19 anos (o disco “Alucinação” do Belchior traduz tudo o que eu pensava e sentia naquela época). Depois de estudar, trabalhar e militar no movimento estudantil e ecológico em São Paulo recebi uma bolsa de estudos e fui, em 1985, para a Bélgica fazer o doutorado na Universidade Católica de Louvain. Desde 1998 sou professor do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Sorocaba. Depois de muitas tentativas, em 2008 fui aprovado como pesquisador de produtividade cientifica pelo CNPq, na categoria 2 .

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Entrevista Exclusiva com o Professor Pedro Demo

Posted by Julio Neto On sábado, fevereiro 11, 2012

REALIZADA EM:   08 / 02 / 2012
Professor Pedro Demo

A História está em constante construção, por isso, quando os parâmetros da convivência social se tornam obsoletos para uma época, um pequeno “tremor” pode trazer à luz a realidade até então suprimida, não podendo nesse ponto ser superada. Diante disso, é possível inferir que a educação provoca a crise, o choque entre o novo e o velho, pois é no conhecimento por ela fomentado que reside a reconstrução das idéias. 

Analisando o papel da educação na sociedade contemporânea, o HistoriaNews entrevista um dos mais brilhantes pesquisadores brasileiros: o Professor Pedro Demo. Autor de vários livros, em alguns deles Demo discorre acerca das condições ideais para o desenvolvimento da educação e enfatiza a importância da pesquisa no ensino em todas as suas modalidades.


Documentos: A CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA

Posted by Julio Neto On sábado, fevereiro 11, 2012


A CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA

Senhor:


Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha
Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer.
Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para aformosear nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu.
Da marinhagem e singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza, porque o não saberei fazer, e os pilotos devem ter esse cuidado. Portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo:
A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã- Canária, e ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.
Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com sua nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse. Fez o capitão suas diligências para o achar, a uma e outra parte, mas não apareceu mais!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O MEC Distribuirá Tablets para Professores do Ensino Médio

Posted by Julio Neto On domingo, fevereiro 05, 2012

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NOTÍCIAS

“Ministério distribuirá tablets a professores do ensino médio” 
Reportagem publicada dia 02 de fevereiro de 2012 pelo Portal do MEC e extraída na íntegra para o HN. 

Imagem Extraída do Portal do MEC
O Ministério da Educação vai investir cerca de R$ 150 milhões neste ano para a compra de 600 mil tablets para uso dos professores do ensino médio de escolas públicas federais, estaduais e municipais. De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os equipamentos serão doados às escolas e entregues no segundo semestre.
O objetivo do projeto Educação Digital – Política para computadores interativos e tablets, anunciado pelo ministro Mercadante nesta quinta-feira, 2, é oferecer instrumentos e formação aos professores e gestores das escolas públicas para o uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação (TICs) no processo de ensino e aprendizagem.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Indústria Brasileira no Início do Século XX

Posted by Julio Neto On sábado, fevereiro 04, 2012

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Autor: Julio Neto Alves Araujo
Esse texto trata-se de um excerto de TCC produzido em 2010. 

Interior de Tecelagem - SP - Sec. XX
    Diferente das sociedades pós-industriais, o Brasil iniciou efetivamente a sua transição demográfica há menos de um século, por isso, ainda está nos “meandros” desse processo (mas com alguma evolução), havendo ainda algumas etapas a superar. Não obstante, o país vem conhecendo essas mudanças em ritmo muito acelerado devido ao desenvolvimento industrial imposto pelo capitalismo global, que não deixa opção aos países menos desenvolvidos.

A Docência e as Leis no Brasil

Posted by Julio Neto On sábado, fevereiro 04, 2012

Autor: Julio Neto Alves Araujo
     A construção de uma sociedade e sua manutenção fundamenta-se no uso de normas formalizadas e por todos, reconhecidas e aceitas, visando ao estabelecimento da ordem e a convivência harmoniosa entre seus membros; assim, podemos dizer que a lei deve existir por e sob a vontade da maioria. Desse modo, considerando o fato de vivermos em uma democracia, tal discussão seria desnecessária, visto que o conjunto dos direitos “já se estabeleceram e garantem a desejada igualdade jurídica”. No entanto, a implantação da legalidade esteve aqui ligada a uma elite (portuguesa a princípio) nem sempre compromissada com a coletividade (LIMA, 2008), que dentre outras coisas, objetivava diminuir a autonomia brasileira, buscando iniciar um novo processo de colonização. Assim, até os dias atuais, nota-se a inconspícua participação dos populares na elaboração e regulamentação das leis e políticas públicas no Brasil, fato que, indubitavelmente, amplia a distância entre a idéia de licitude registrada na Constituição Federal – entre outros documentos – e a realidade da legalidade no Brasil.
Ora, senhores bacharelandos, pesai bem que vos ides consagrar à lei, num país onde a lei absolutamente não exprime o consentimento da maioria, onde são as minorias, as oligarquias mais acanhadas, mais impopulares e menos respeitáveis, as que põem, e dispõem, as que mandam, e desmandam em tudo; a saber: num país, onde, verdadeiramente não há lei, não há, moral, política ou juridicamente falando. (BARBOSA, 2005, p. 29).
     Não obstante, a abordagem acima não minimiza a proeminência das leis no Brasil, mas propõe apenas uma reflexão acerca do papel do cidadão na formalização do código moral com a qual ele terá que se guiar. Além disso, nota-se que, nem sempre existe uma preocupação com os interesses gerais no fomento do conjunto de normas instituídos legalmente, fato que amplia a necessidade em estender a presente discussão à escola, inserida num contexto que, a depender dos interesses do Estado, pode se tornar meio para perpetuação de injustiças sociais e controle das elites sobre a grande massa populacional.
    Nessa perspectiva, cabe ainda salientar que, embora não sejam consuetudinárias, as normas instituídas surgem das demandas oriundas da própria sociedade. Não seria necessário, por exemplo, instituir o Art. 5º Inciso III na Constituição de 1988 (ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante) se outrora isso já não tivesse ocorrido. Sendo assim, no atual mundo das macrorrelações, a formalização dos costumes tornou-se indeclinável.
    Considerando a relação entre as leis e a prática do magistério no Brasil, pode-se apontar a arbitrariedade das esferas superiores na elaboração das propostas pedagógicas a serem implementadas nas escolas como um ponto negativo. Dificilmente se privilegia as peculiaridades de cada lugar, de cada escola. Simplesmente enviam as orientações e, cobram um sucesso que nem sempre é possível. Dessa forma, busca-se uma unidade que só se concretiza no planejamento. Isso não significa que o ideal seria o fomento de um trabalho totalmente desconectado da rede de ensino, mas que, dentro de uma determinada proposta, cada instituição se adequasse de modo a obter êxito. Assim, ao analisar os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), mesmo em face da sua disforme importância, nota-se em alguns pontos, uma séria discrepância entre o que está ali proposto e a realidade do alunado da maioria das escolas públicas brasileiras.
Por outro lado, o conjunto de documentos que o Brasil vem elaborando nos últimos tem garantido o acesso e a permanência de boa parte das crianças em idade própria à escola, seja na obrigatoriedade seja na orientação dada ao docente no sentido de adequar-se à nova realidade que se concretiza à sua frente. Nessa óptica, vale destacar o artigo 205 da Constituição Federal (1988) que confere ao Estado e à família o dever em manter as crianças na escola. Diante disso é possível concluir que, mesmo ainda necessitando de ajustes, a relação entre as leis e o professor em sua prática diária tem sido exitosa, visto que, antes de tudo, elas dão um norte ao trabalho docente, garante a revisão dos seus métodos, que afinal de contas, não pode estar pautado apenas em experiências próprias, pois o mundo evolui numa velocidade nem sempre perceptível aos olhos de um ser humano, mas o conjunto das mudanças pode ser identificado pelos estudos realizados nas diferentes áreas de conhecimento, fato que garante a visão global acerca dos rumos da nação e, ao mesmo tempo, torna mister a observação e a constante revisão dos parâmetros que servem de bússola aos profissionais da educação no Brasil.

Este artigo pertence ao HistoriaNews.Org, com autoria de Julio Neto Alves Araujo, professor, Historiador, especialista em Métodos de Ensino para Educação Ambiental. A reprodução, parcial ou total, é proibida sem a autorização do autor. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal. Lei n° 9.610-98 sobre os Direitos Autorais. Ao usar trechos de textos na internet, cite o autor.

Educação: Estilos de aprendizagem

Posted by Julio Neto On sábado, fevereiro 04, 2012

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Autor: Julio Neto Alves Araujo
Vivemos em uma escola em crise, em transição de um modelo didático refratário às diferenças individuais e outro que entende a escola como um corpo formado por partes distintas e, consequentemente, com habilidades diferentes. Nessa perspectiva, a mera transmissão de informação não supre a necessidade de saber de toda uma classe, pois ao longo da vida, os alunos, assim como o próprio professor, adquiriram técnicas de aprendizagem que demandam métodos de ensino diversificados.