quarta-feira, 15 de março de 2017

Greve Geral 2017

Posted by Julio Neto On quarta-feira, março 15, 2017 No comments

Entre as várias reivindicações, os grevistas se manifestam contra a PEC da Previdência!!! 

Hoje, dia 15 de março de 2017, o Brasil enfrenta uma paralisação organizada por sindicatos de várias categorias para questionar algumas reformas propostas pelo duvidoso, mas legítimo governo de Michel Temer. Embora tenha entrado de carona, prática usual do PMDB desde, no mínimo, a redemocratização, Temer, a serviço dos próximos governos, sejam de esquerda ou direita, tenta realizar uma reforma um tanto quanto controversa. 

O objetivo aqui não é apresentar dados acerca da Reforma da Previdência, mas apenas levantar perguntas acerca do papel desempenhado por nossos governantes. Eles nos representam, de fato? Ou governam em causa própria? 

Fazendo essa reflexão, ouvindo os noticiários (alguns totalmente comprometidos com todo esse esquema) e observando a situação do país, a imensa carga tributária, os privilégios dos ocupantes de cargos eletivos e do judiciário, nota-se que boa parte dos recursos federais são desperdiçados com a corrupção, a má gestão e as regalias dessa aristocracia sustentada com o dinheiro público. Além disso, deve-se somar a ignorância de boa parte da população, pseudointelectuais e do trabalhador que vive no interior do país, isolado e distante dos grandes movimentos sindicais. 

Outra grave questão é influência do partidarismo dentro dos sindicatos. Na Bahia, por exemplo, a APLB está abraçando o movimento do "Fora Temer" e lutando contra as reformas impostas pelo governo federal. No entanto, o último reajuste do Governo estadual em cumprimento à Lei do Piso Nacional dos Professores (Lei 11.738) ocorreu em 2012, após cerca de 100 dias de greve e ainda transformou o reajuste em avanço de grau (algo no mínimo imoral); mas o pior, esse mísero reajuste foi parcelado em 3 anos e excluiu professores em estágio probatório e professores sem licenciatura plena. Lembrando que a Lei do Piso é clara ao afirmar que o Piso (que não é teto, como interpreta os governos estaduais e municipais do Brasil) Nacional deve tomar por base o professor que possui apenas magistério de nível médio, habilitado para lecionar nas primeiras séries do ensino fundamental. Desde então, não houve mais reajuste. Outro ponto crítico está relacionado à reposição das perdas salariais causadas pela inflação. Há 2 (dois) anos o governador da Bahia, Rui Costa, alega não poder pagar sequer essa reposição salarial, ameaçando parcelar salários (essa é aquela velha história do bode russo, usado por nossos sindicalistas quando chegam ao poder). Tudo isso ocorrendo, todos reclamando, todos sabendo, mas a APLB nçao menciona nada disso em seu site, não faz qualquer manifestação e sequer manda um ofício à SEC (Secretaria de Educação) exigindo explicações. 

Essa é a realidade do Brasil e em especial da Bahia. Todos somos reféns dessa classe que tem estrangulado o país desde a sua formação. Não obstante, a maioria da população acredita ser do servidor público, que recebe pouco mais que um salário mínimo, o problema dessa crise que está sempre presente.   

Texto: Julio Alves
HistoriaNews
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